Tio Sam e as respostas do Brasil Pandeiro: uma retrospectiva
Em 24 de março de 2026 por GT de Política Externa.

Fonte: EBC – Agência Brasil
Por: Abraão Aguilera, Bruna Fameli Maffessoni, Julia Gonçalves de Oliveira, Kamily de Lucena Costa, Pedro Carmo e Victor Mathias.
“O Tio Sam está querendo conhecer a nossa batucada
Anda dizendo que o molho da baiana melhorou seu prato
Vai entrar no cuscuz, acarajé e abará
Na Casa Branca já dançou a batucada de ioiô, iaiá”
Contextualização e breve linha do tempo
Nem Assis Valente nem os Novos Baianos foram capazes de prever os altos e baixos da relação bilateral Brasil-EUA em 2025. Responsáveis, respectivamente, por compôr e eternizar “Brasil Pandeiro”, não se depararam com as tarifas e sanções pessoais na construção e interpretação lírica do samba-exaltação de 1940, transformado em clássico tropicalista trinta anos depois.
Ao contrário do cenário de aproximação com o país norte-americano daquele período, as turbulências tomaram conta da relação bilateral ao longo de boa parte de 2025, até que, a partir de um curto encontro entre Lula e Trump nos corredores da ONU, foi colocada, lentamente, sob panos quentes. Pedimos licença ao autor, e também aos seus mais ilustres intérpretes, para retratar o ano conturbado da relação bilateral à nossa maneira: pouco lírica, mas minuciosa e elucidativa.
Previstas pelo mandatário desde o dia de sua posse, as tarifas comerciais impostas por Trump no ano de seu retorno à Casa Branca expandiram-se, crucialmente, em Abril. O chamado “Dia da Libertação”, responsável pela implementação das tarifas recíprocas a uma longa lista de países, gerou reações negativas nos mercados de ações internacionais. O Brasil, entretanto, taxado em apenas 10% nesse episódio, sofreria maiores represálias comerciais quase quatro meses depois, no final de Julho, com a assinatura do Decreto que sobretaxou os produtos brasileiros em 40%, dotado de exceções a diversos setores produtivos.
Além do “tarifaço” aos produtos brasileiros, a revogação do visto de Alexandre de Moraes — através de seu enquadramento na Lei Magnitsky — foi justificada pela atuação do ministro do STF mediante os crimes antidemocráticos de militantes da extrema-direita, majoritariamente os participantes do atentado do 8 de janeiro. Parte relevante para a aplicação de tais medidas foi a atuação da extrema-direita em sua rede internacional, personificada, do lado brasileiro, nas figuras de Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e, até então, deputado federal, e Paulo Figueiredo, jornalista e militante bolsonarista.
O escalonamento das animosidades na relação bilateral cessou-se na 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em setembro. Um curto encontro nos corredores entre Lula e Trump resultou em uma virada de chave do cenário das tarifas ao Brasil, motivada também pela pressão interna da inflação norte-americana. Depois de um telefonema e do encontro oficial entre as comitivas, a relação tomou novos rumos, com apaziguamento da relação bilateral — que pode ser momentâneo, como indica as mudanças abruptas dos “nortes” da política trumpista —: uma nova e imensa lista de exceções às mercadorias brasileiras da sobre tarifa de 40% e a revogação da aplicação da Lei Magnitsky ao ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Guerra comercial e o tarifaço
O modelo de industrialização ocidental, em especial o dos Estados Unidos, teve início com o protecionismo do século XIX e foi conduzido ao processo de transnacionalização de suas cadeias produtivas na segunda metade do século XX, através dos ideais neoliberais de menor interferência do Estado e apostando na eficiência do mercado em alocar recursos. Porém, esse processo levou à progressiva desindustrialização dos Estados Unidos e acelerou o processo de ascensão da China, que incorporou o capital estrangeiro através das cadeias produtivas.
A partir de 2008, com a crise financeira, o Ocidente passou a identificar a China como ameaça geopolítica, dado seu acelerado crescimento e por se tornar principal parceiro comercial de grande parte das nações. Em 2018, teve início a guerra comercial entre Estados Unidos e China, marcada por diversas tarifas impostas por Trump e retaliações chinesas. Configurando uma retomada das abordagens protecionistas mercantilistas em detrimento da lógica do livre comércio, e culminando no próximo passo em 2025, com a reeleição de Trump, que estende a política para além da China.
O movimento de tarifas no sistema internacional teve importante dimensão nacional, como parte de suas promessas durante a campanha eleitoral de Trump, visando o fortalecimento da economia dos Estados Unidos, através da redução do déficit na balança de pagamentos, bem como o fortalecimento da indústria nacional. No dia dois de Abril, teve início a imposição de “taxas recíprocas”, advindas de estudos que apontavam desequilíbrio comercial, ou seja, relações desiguais dos Estados Unidos e outros países, ocasionando nas tarifas de 10% para todas as importações feitas pelo país.
As tarifas iniciais de 10% despertaram reações negativas no sistema internacional, mas no Brasil ganharam grande atenção ao final de Julho, no momento em que um novo decreto sobretaxou em mais 40%. A ordem executiva utiliza-se da própria autoridade do presidente através da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977. Alegando ameaças à Segurança Nacional, economia e política externa dos Estados Unidos, o decreto foi elaborado como retaliação aos processos judiciais contra Jair Messias Bolsonaro, concluindo que as ações minam o Estado de Direito no Brasil.
Com uma lista de 694 exceções, destacam-se peças de aeronaves civis, petróleo e outros produtos energéticos, itens semi acabados derivados de metal e componentes industriais e também, fertilizantes e produtos agrícolas. As diversas exceções reforçam o caráter protecionista do movimento da Casa Branca, afetando a economia brasileira, mas mantendo o fornecimento de produtos estratégicos para a retomada indústrial do país e mitigar efeitos inflacionários nos bens de consumo. Todavia, os estudos recentes apontaram que mesmo com grande número de exceções, o tarifaço no geral elevou o custo dos produtos para o consumidor estadunidense, uma vez que os exportadores não reduziram seus preços proporcionalmente às tarifas, funcionando mais como um imposto sobre consumo.
Trump assina decreto que impõe tarifa de 50% ao Brasil | G1
Lei Magnitsky e atuação da extrema-direita nacional
Conforme o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro avançava no Supremo Tribunal Federal, a pressão do governo americano sobre os assuntos internos do Brasil tornava-se cada vez mais acentuada. À vista disso, Donald Trump decidiu recorrer à Lei Magnitsky para assegurar os seus interesses geopolíticos e evitar a condenação de seu aliado. Por meio de uma declaração emitida pelo Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, o Ministro Alexandre de Moraes foi acusado de violar os direitos humanos por “autorizar prisões preventivas arbitrárias e suprimir a liberdade de expressão”.
Embora já enfrentasse represálias por parte das autoridades estadunidenses por suspender as redes sociais “Rumble” e “X” no Brasil, Moraes tornou-se foco de ordens diplomáticas ao assumir como relator dos processos sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro. A determinação foi anunciada dias após a autorização do ministro para uma operação de busca e apreensão na residência de Bolsonaro e a aplicação de medidas cautelares contra o político.
A Lei Magnitsky consiste em um mecanismo que autoriza o presidente dos Estados Unidos a impor sanções econômicas e revogar vistos contra indivíduos ou entidades responsáveis por casos de corrupção e violações dos direitos humanos. Ela implica no bloqueio de ativos financeiros em instituições americanas — ou seja, restringindo o acesso a qualquer banco ou empresa com sede no país, bem como as transações internacionais que tenham uma organização estadunidense como intermediária — e na proibição de ingresso em território americano. Nesse sentido, trata-se de um instrumento capaz de penalizar qualquer ator que esteja fora das fronteiras americanas, expandindo o poder coercitivo dos EUA.
A aplicação da Lei Magnitsky e o chamado “tarifaço” foram apropriados, no interior da extrema direita brasileira, como instrumentos de revanche política, tendo em Eduardo Bolsonaro seu principal articulador. Desde março de 2025, o deputado federal licenciado (PL) passou a atuar nos Estados Unidos em um “autoexílio”, defendendo sanções internacionais contra o Brasil sob a alegação de abusos cometidos pelo ministro Alexandre de Moraes nos julgamentos relativos à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023. Sob o discurso da defesa da liberdade de expressão e do combate a uma suposta “escalada autoritária”, Eduardo Bolsonaro buscou se consolidar como intermediário entre a extrema direita brasileira e o governo Donald Trump, legitimando a coerção externa como estratégia política.
Essa aproximação retoma tentativas anteriores de inserção junto ao governo norte-americano, como a defesa de seu nome para a embaixada em Washington em 2019, ainda que, no contexto recente, essas articulações se desloquem do plano institucional formal para redes políticas informais, configurando um movimento de caráter anti-soberano. Nesse processo, destacou-se a atuação de Paulo Figueiredo, neto do último presidente do regime militar, João Figueiredo, que, radicado nos Estados Unidos, atuou ao lado de Eduardo Bolsonaro na construção de um lobby político junto ao campo trumpista, defendendo a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e o uso do tarifaço como instrumento de pressão política. Essa narrativa foi incorporada ao documento divulgado pela Casa Branca em 30 de julho de 2025.
Os desdobramentos desse processo evidenciaram uma cisão interna na extrema direita brasileira quanto às estratégias de enfrentamento institucional e aos custos políticos e econômicos envolvidos. De um lado, consolidou-se um núcleo mais radicalizado, disposto a sustentar a coerção externa; de outro, emergiram posições mais pragmáticas, como a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que priorizou a negociação das sanções e a proteção de interesses econômicos regionais. Esse episódio revela que as relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos estão sujeitas a um jogo complexo de interesses econômicos, disputas ideológicas e cálculos políticos, no qual atores domésticos atuam tanto como mediadores quanto como amplificadores de pressões externas.
Encontro na ONU, telefonema, reunião bilateral: panos quentes
Contudo, no 25 de setembro de 2025 Trump mais uma vez quebrou todas as expectativas ao trocar o teor agressivo contra o presidente Lula ao afirmar que teria tido “excelente química” com o mandatário nos bastidores da Assembleia Geral da ONU. Na ocasião, enquanto a fala de Lula foi em defesa da soberania, do multilateralismo e da democracia, fazendo uma crítica direta à postura internacional dos EUA sob o regime trumpista, Trump optou por destacou a boa química entre os dois presidentes durante os 20 segundos em que se encontraram durante a troca de plenária, também afirmando que apenas faz negócios com quem gosta, após desferir ataques à ONU, à ciência climática e ameaças contra os venezuelanos.
Em 6 de outubro ocorreu o primeiro telefonema entre os dois presidentes, cujo teor da conversa foi muito positivo segundo ambos os presidentes. A conversa foi marcada por discussões acerca das tarifas, com abertura para negociações entre o secretário de Estado Marco Rubio e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Na ocasião. Lula ressaltou os 201 anos de relações entre os dois países e que o Brasil é um dos 3 países do G20 que tem déficit comercial em relação aos EUA, enquanto Trump ressaltou gostar de Lula e citou a possibilidade de realizar uma visita ao Brasil. No dia 26 de outubro, ocorreu o primeiro encontro entre os dois presidentes em Kuala Lumpur, na Malásia, na ocasião da 47ª Cúpula da ASEAN, tomando destaque na imprensa internacional. O encontro manteve o teor positivo de 6 de outubro, entre negociações bilaterais das tarifas e trocas mútuas de elogios entre as duas lideranças regionais. Além disso, Lula também se ofereceu como “interlocutor” entre EUA e Venezuela e Trump desconversou qualquer assunto relacionado à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro no Brasil.
Em 20 de novembro, as tarifas adicionais de 40%, até então impostas contra o Brasil, foram suspensas. Já em 02 de dezembro, foi realizado um segundo telefonema entre os presidentes do Brasil e dos EUA reforçando a aproximação firmada na ligação e encontro anterior. O objetivo do governo brasileiro era reduzir ao máximo as tarifas de 10% ainda vigentes, que ainda afetam os manufaturados brasileiros. Trump reafirmou estar disposto a trabalhar junto ao Brasil pela reaproximação, o que Lula classificou como “muito produtivo”.
Este movimento de reaproximação entre ambos os países, embora possa parecer um pouco repentino, considerando o caminhar das relações bilaterais entre julho e setembro de 2025, pode ser explicado por alguns fatores, sendo o principal o fator econômico. Se em julho de 2025 as exportações brasileiras para os EUA superaram os 3,5 bilhões de USD, no mês seguinte essas mesmas exportações caíram para menos de $3 bilhões de USD, quando as tarifas já haviam entrado em vigor. A partir dessa marca, os índices diminuíram para menos de $2,5 bilhões de USD em outubro, o pior patamar. E por mais que os índices de novembro ainda tenham sido negativos, em dezembro já foi possível observar uma estabilização das exportações brasileiras para os EUA.
Fonte: Comex Stat, Mdic (2026).
Se o objetivo de Trump era pressionar o Brasil e dobrar suas instituições aos seus interesses, o efeito foi o oposto. O principal efeito das taxações contra o Brasil nos EUA foi o aumento da inflação, especialmente dentro dos supermercados, ajudando a puxar a rejeição a Trump entre os estadunidenses de 54,9% em agosto para 58,3% em novembro. Ao mesmo tempo, as exportações brasileiras bateram o recorde de US$ 348,7 bilhões em 2025, em comparação ao US$ 337,0 de 2024, o que foi possibilitado pela rápida ação do Itamaraty em buscar novos mercados para os produtos brasileiros taxados pelos EUA, evidenciando a vitória brasileira.
Considerações finais
Entre o pandeiro e a diplomacia, o Brasil já não dança no mesmo compasso: a harmonia celebrada em Brasil Pandeiro deu lugar à instabilidade nas relações com os Estados Unidos diante dos avanços do presidente norte-americano. Apesar dos esforços do Itamaraty em reforçar o compromisso brasileiro como ator mediador e articulador, e não confrontacional, a postura agressiva dos Estados Unidos torna cada vez mais distante o romantismo de Assis Valente e se aproxima da ironia de Noel Rosa em “Não Tem Tradução”.
Em diálogo com a discussão precedente, diferente do cenário festivo, outrora cartão-postal da inserção brasileira no sistema internacional, o ano de 2025 foi marcado pela tensão diplomática e comercial entre os países e pelo acirramento de desgastes geopolíticos nas Américas. As ameaças diretas e indiretas à soberania nacional exigiram articulações minuciosas entre membros do Executivo que, mesmo com a pressão pró-EUA advinda da política doméstica, buscaram unificar o eleitorado sob a bandeira nacionalista. Assim como na marchinha carnavalesca de Rosa, a vitória de Lula sobre Trump com a suspensão das tarifas comerciais e da Lei Magnitsky demonstra que os interesses brasileiros não encontram tradução plena na linguagem estratégica norte-americana, frequentemente moldada por prioridades ideológicas que ignoram especificidades regionais.
O contraste entre as composições evidencia a tensão entre a celebração cultural e a fricção política nas relações bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos. A turbulência do ano anterior, embora considerada desproporcional quando comparada às escaladas anteriores, não representa um caso isolado em nosso histórico diplomático ou uma completa mudança de rota na condução da política externa brasileira. Pelo contrário, desde o estabelecimento do primeiro consulado norte-americano no Brasil em 1815, o diálogo entre esses Estados é marcado por períodos de aproximação e distanciamento; alinhamento e ruptura. Agora, cabe observar qual interpretação se sobressairá em 2026: a harmonia de Assis Valente ou a postura crítica de Noel Rosa?
“Amor lá no morro é amor pra chuchu
A gíria do samba não tem I love you
E esse negócio de alô, alô boy e alô Johnny
Só pode ser conversa de telefone…”
Bibliografia
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Brasil de Fato. Lula recebe ligação de Trump e pede revogação do “tarifaco” e de sanções contra brasileiros. Brasil de Fato, 6 out. 2025. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/10/06/lula-recebe-ligacao-de-trump-e-pede-revogacao-do-tarifaco-e-de-sancoes-contra-brasileiros/. Acesso em: 24 jan. 2026.
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